Entidade de defesa dos gays teme que opinião de Dourado influencie público
Quinta, 25/02/2010 - 15:06h
Reprodução/Globo.comDourado
Marcelo Dourado gerou uma série de debates com suas declarações sobre os homossexuais do BBB, principalmente Angélica. Além de dizer que apenas os homens gays podem se contaminar com o vírus da Aids, ele chegou a se levantar da mesa de refeições durante uma conversa entre Lia e Serginho sobre a noite gay.
Segundo o coordenador técnico do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, Júlio Moreira, o gaúcho representa o estereótipo do homem brasileiro, ao afirmar sua masculinidade a qualquer custo e se mostrar extremamente machista. E seu grande problema seria exatamente esse.
"Isso é um elemento que acaba se destacando no imaginário popular, ainda mais na televisão, e temos medo de que forme a opinião de parte da população", diz.
Segundo Moreira, a grande preocupação da organização não governamental, que tem como missão atuar em favor da livre orientação sexual, é a de que Dourado possa influenciar o pensamento preconceituoso. "Não é contra a pessoa dele, mas contra o que ele pode consolidar no Brasil", afirma, acrescentando que a população sem escolaridade pode acabar aceitando o que o ex-lutador diz pelo simples fato dele estar na televisão. "O que ele disse em relação ao uso de preservativos e AIDS é um absurdo", afirma.
Uma pesquisa realizada pela Habbo Hotel, a maior rede social voltada para adolescentes do mundo, com mais de 36 mil jovens, aponta que o preconceito tem começado cedo. Os dados demonstram que 24,72% dos participantes, a maioria, não querem ver homossexuais assumidos nos realities brasileiros.
A fama de homofóbico de Dourado, que disse sentir nojo de Angélica, última eliminada do programa, é negada por sua assessoria, mas chegou a sites internacionais. Na última terça-feira, 23, com o gaúcho emparedado, o cantor Boy George pediu, via Twitter, votos para que ele fosse eliminado e o site gay americano "The Advocate" também falou sobre o assunto. Ainda na Internet, há quem diga que o debate sobre seu comportamento pode chegar ao programa da apresentadora Oprah Winfrey.
Para Moreira, essa é uma ótima oportunidade de falar sobre o tema abertamente. "Se isso, de fato, chegar à mídia internacional, será interessantíssimo. Todo mundo vai ganhar com isso", diz.
O coordenador revela que conhece homossexuais que torcem para o ex-lutador e acredita que é a personalidade forte de Dourado que atrai o público. Mas, para ele, os outros brothers são mais interessantes do que Dourado. "Cadu, por exemplo, é fortão, mas também é sensível e aberto a novos relacionamentos", diz, acrescentando que Eliéser tem o mesmo perfil.
O comportamento dos heterossexuais dentro da casa é, segundo ele, normal. "Sinto que existe uma tentativa de proximidade e que, ao mesmo tempo, eles têm medo. Eles se empolgam, mas freiam com medo do que os outros vão pensar. Isso é normal para muitos héteros".
Ele afirma que Michel é um bom exemplo de que o preconceito não está com nada. "Lidar com a diversidade não diminui o que eles são", conclui.
Acompanhe tudo o que rola no BBB pelo especial TE CONTEI e não deixe de ver o que Francine Piaia anda dizendo sobre o jogo
Segundo o coordenador técnico do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, Júlio Moreira, o gaúcho representa o estereótipo do homem brasileiro, ao afirmar sua masculinidade a qualquer custo e se mostrar extremamente machista. E seu grande problema seria exatamente esse.
"Isso é um elemento que acaba se destacando no imaginário popular, ainda mais na televisão, e temos medo de que forme a opinião de parte da população", diz.
Segundo Moreira, a grande preocupação da organização não governamental, que tem como missão atuar em favor da livre orientação sexual, é a de que Dourado possa influenciar o pensamento preconceituoso. "Não é contra a pessoa dele, mas contra o que ele pode consolidar no Brasil", afirma, acrescentando que a população sem escolaridade pode acabar aceitando o que o ex-lutador diz pelo simples fato dele estar na televisão. "O que ele disse em relação ao uso de preservativos e AIDS é um absurdo", afirma.
Uma pesquisa realizada pela Habbo Hotel, a maior rede social voltada para adolescentes do mundo, com mais de 36 mil jovens, aponta que o preconceito tem começado cedo. Os dados demonstram que 24,72% dos participantes, a maioria, não querem ver homossexuais assumidos nos realities brasileiros.
A fama de homofóbico de Dourado, que disse sentir nojo de Angélica, última eliminada do programa, é negada por sua assessoria, mas chegou a sites internacionais. Na última terça-feira, 23, com o gaúcho emparedado, o cantor Boy George pediu, via Twitter, votos para que ele fosse eliminado e o site gay americano "The Advocate" também falou sobre o assunto. Ainda na Internet, há quem diga que o debate sobre seu comportamento pode chegar ao programa da apresentadora Oprah Winfrey.
Para Moreira, essa é uma ótima oportunidade de falar sobre o tema abertamente. "Se isso, de fato, chegar à mídia internacional, será interessantíssimo. Todo mundo vai ganhar com isso", diz.
O coordenador revela que conhece homossexuais que torcem para o ex-lutador e acredita que é a personalidade forte de Dourado que atrai o público. Mas, para ele, os outros brothers são mais interessantes do que Dourado. "Cadu, por exemplo, é fortão, mas também é sensível e aberto a novos relacionamentos", diz, acrescentando que Eliéser tem o mesmo perfil.
O comportamento dos heterossexuais dentro da casa é, segundo ele, normal. "Sinto que existe uma tentativa de proximidade e que, ao mesmo tempo, eles têm medo. Eles se empolgam, mas freiam com medo do que os outros vão pensar. Isso é normal para muitos héteros".
Ele afirma que Michel é um bom exemplo de que o preconceito não está com nada. "Lidar com a diversidade não diminui o que eles são", conclui.
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